Por: Neuza Itioka - Capítulo do livro: Restauração Sexual.

O que caracteriza Deus é o seu amor incondicional. Por isso, a Escritura diz:
“Deus é amor”(1Jo.4:8).

O amor é a sua própria essência e natureza. Não podemos separar Deus do verdadeiro amor. O amor é a essência absoluta de Deus, e é isso que o dife¬rencia de tudo o mais; Ele é amor, amor caracterizado pelo dar e até sacrificar-se por aqueles que Ele ama.
Deus criou o homem com o objetivo de amá-lo profunda¬mente. Deus tem o maior prazer em amá-lo. É de a sua natureza fazer-lhe o bem, dar-lhe do bom e do melhor. Assim definiu que o homem a Ele pertence. Deus fez de nós a sua própria exten¬são e o objeto de sua dedicação e paixão.

Por isto o apóstolo João afirma que quem não ama não conhece a Deus:
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1Jo.4:7-8 - RC).

Fomos criados para o Senhor, para sermos amados por Ele, e, também, para amarmos os outros, amarmos o nosso próximo como uma extensão do nosso amor a Deus. Não há vida - e o ser humano não pode sobreviver - a não ser que ame da forma como Deus deseja. Pode-se dizer que o amor ágape é a própria vida.

Deus nos amou e deu o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, como sacrifício para nos expiar e salvar. Não há nenhum outro deus que o tenha feito. Deus, porém, puniu em si mesmo o nosso pecado e a nossa transgressão - pois nós é que deveríamos ser castigados, uma vez que nós é que somos culpados. No entanto, Ele direcionou o castigo horrendo da nossa iniquidade para si mesmo. Em vez de apunhalar o ser humano, que é culpado, Ele apunhalou-se a si mesmo. Por isso, o apóstolo João diz:“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1Jo.3:16).

E também:
“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, nós devemos também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo.” (1Jo.4:10-17)

Há, porém, um inimigo que se opôs para destruir este amor, pois é o oposto e o contrário de tudo que Deus é. Seu nome é Satanás, também conhecido como diabo. Ele é aquele que sempre desejou roubar o amor dos homens, e para isso trabalha até hoje, sem cessar. Ele veio para roubar, matar e destruir.

Seu objetivo sempre foi roubar a vida, o amor e o propósito para o qual Deus criou o homem, e sua ação começou com o que ele armou para o homem no jardim do Éden. O que ele fez foi apresentar enganos e alternativas à vida abundante que Deus havia planejado com tanto carinho e cuidado para nós, seres humanos.
O diabo planejou anestesiar o coração humano para torná¬-lo insensível ao amor, e assim enganar e matar o homem. A partir do momento em que um ser humano perde a capacidade de verdadeiramente amar e ser amado, tal pessoa passa a procurar uma alternativa ao amor, e entra pelo caminho da mentira e da perversão.
Para destruir o presente delicado, sensível, criativo e vital que Deus deu ao homem – o sexo – o diabo através da mentira, procura transmitir uma ideia errada sobre o mesmo. Veja o que o diabo diz: "Eu amo o sexo; o sexo pervertido é bom, e o filho de Deus não tem o direito de ter prazer sexual”.

São três as mentiras de Satanás. Analisemos cada uma delas.

Primeira Mentira: que Satanás ama o sexo Satanás nunca amou o sexo criado por Deus. Na realidade, ele o odeia, pois o sexo foi criado com o objetivo de unir duas pessoas dentro da santidade, da beleza, do amor, do respeito, da dig¬nidade e da aceitação. Satanás faz exatamente o contrário; ele vem para roubar, matar, e destruir. Ele vem roubar a felicidade do homem; vem para passar uma ideia deturpada do sexo e destruir o casamento.
Satanás é o anti-amor (aquele que combate o amor), e é incapaz de amar. Ele odeia o sexo como odeia o ser humano, e não se conforma que Deus tenha criado o sexo para alegria e prazer do homem. Como não pode acabar com esse precioso presente de Deus, tão importante e crucial para vida humana, sua vingança é pervertê-lo.

Segunda Mentira: o sexo pervertido é bom. O diabo tenta convencer o homem de que o sexo pervertido é bom e traz satisfação. Ele ensina que a pessoa precisa "libertar-se sexualmente", isto é, ter inúmeros parceiros, fazer de tudo o que desejar, e inventar diferentes modalidades para a sua prática, pois o objetivo é o prazer individual, e nada mais.
Entretanto a verdade é que, o sexo pervertido cria dependência, vicia e gera uma insaciabilidade em quem o pratica. A pessoa fica totalmente dependente do sexo corrompido e passa a ter uma compulsão e obsessão por ele.

O Sexo - segundo a palavra de Deus
O sexo foi criado por Deus como um presente para o homem e para a mulher, unidos no casamento. Ele foi criado tendo o propósito de, através dele, um dignificar o outro, um honrar o outro, havendo um mútuo respeito, e também para dar prazer aos dois. Deus fez uso do sexo para unir duas pessoas e fortalecer a comunhão entre os dois, levando um se dar-se ao outro. Por isso, o SENHOR disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gn.1:28 - RC)
Antes de qualquer coisa, o SENHOR abençoou o homem e a mulher, sua união e vida sexual. Por isso os abençoou com fertilidade e ordenou que se multiplicassem e enchessem a terra. É do agrado de Deus a multiplicação do gênero humano.
O sexo é tão importante quanto delicado. Por isso mesmo Deus estabeleceu algo muito especial para a prática do sexo: deve acontecer tão somente dentro de um pacto de aliança entre duas pessoas.

Quando Deus trouxe Eva a Adão para ser sua companheira, Adão ficou fascinado. Pois ela, sim, era "osso dos seus ossos e carne da sua carne." Ela havia sido tirada do seu corpo. Era tão semelhante a ele... Mas, ao mesmo tempo, tão diferente!
Eva diferenciava-se totalmente de todos os animais. Adão, que convivia com o reino animal, e tinha dado nome para cada espécie, quando a viu, concluiu que ela era totalmente distinta de qualquer outro ser conhecido, e não se enquadrava no reino animal. Era muito semelhante a si. Mas, ao aproximar-se dela, assustado, descobriu que havia diferenças entre eles. E assim ele chegou à conclusão de que ela é outra parte dele, seu complemento. Acostumado a ver os animais aos pares – macho e fêmea – Adão descobriu que ela era a sua fêmea. E passou a ter emoções muito especiais na companhia dela – de alegria e grande prazer.

É interessante que Adão não teve relações sexuais com Eva antes da Queda, isto é, “não a conheceu”, no linguajar bíblico. A procriação não ocorreu antes de terem eles se rebelado e serem banidos da presença de Deus. O mandamento para se multiplicarem e encherem a terra havia sido dado a eles logo depois da criação. Esse mandamento era, portanto, irrevogável. O sexo é algo tão essencial à vida e ao mesmo tempo tão delicado que Deus prescreveu certos princípios para ser usufruído. Deus condicionou a vida sexual para ocorrer apenas dentro de um pacto, de uma aliança: um pacto de amor, de cuidado recíproco, de entrega, de doação e de fidelidade entre duas pessoas de sexos diferentes.

É como se Deus desse um presente valiosíssimo: uma pedra preciosa que valesse em torno de cem mil dólares. ELE nunca colocaria uma joia assim num "saquinho de papel", nem numa "sacola de plástico de supermercado" para presentear alguém. Ele acondicionaria essa joia numa caixinha muito bonita, enfeitada, acolchoada, revestida por dentro e por fora, e ofereceria esse valioso presente num pacote muito bonito e bem feito. Esse pacote chama-se casamento, uma vida legalmente compromissada - perante Deus e os homens - e pactuada no amor, na fidelidade, na doação e na condição de ser completamente altruísta.

O que verificamos hoje é que a vida sexual do homem e da mulher, em muitos casos, tem sido distorcida e perdeu a visão inicial. O plano de Deus era dignificar, honrar e implantar, através do sexo, respeito entre duas pessoas - um homem e uma mulher; mas, nas mãos de Satanás, o sexo tornou-se apenas um meio de buscar o prazer próprio. O prazer procurado egoisticamente, voltado somente para si mesmo, torna-se destruidor.
Dentro da ótica de guerra espiritual, o que tenho observado é que há duas forças que intensamente disputam o senhorio, ou o domínio, do corpo humano. Uma vem de Deus e, a outra, da parte do inimigo. Deus quer nos ter por inteiro e fazer de nós seu templo, morada do Espírito Santo. ELE quer nos exaltar e glorificar em Cristo Jesus; quer nos tornar o seu melhor amigo e quer desenvolver a intimidade conosco, para que experimentemos de tudo que é santo, nobre, majestoso, lindo, justo, íntegro, realizador.
De outra parte, a dos anjos caídos, estes se esforçam o que podem para conquistar a alma e o corpo humano, para dominá-los e escravizá-los. E, pelo fato de serem espíritos, as únicas maneiras que eles têm para se expressarem é através de um corpo físico, seja humano ou de animal. Por isso o corpo humano é intensamente disputado pelos demônios, pois eles querem expressar suas paixões mais baixas, mais hediondas, mais destruidoras e bestiais. E querem ainda experimentar o "prazer carnal" através de corpos humanos.

 

 

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